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Documento 100 da CNBB - Dom Paulo Mendes Peixoto

Por: Família Missionária

Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia

Apresentação de D. Leonardo

·         A origem da Igreja-comunidade está nas palavras e obras de Cristo.

·         A morte, ressurreição e vinda do ES fazem dos apóstolos comunidade.

·         Quem conhece Cristo e nasce Dele forma comunidade, sinal do Reino.

·         A comunidade evangeliza e testemunha a alegria do Evangelho.

·         Preocupa-nos quem não tem a dimensão da fé e esperança em Cristo.

·         A rede de comunidades expressa a vitalidade e dinâmica de ser Igreja.

·         A conversão pastoral da paróquia ilumina a caminhada da Igreja.

·         A comunidade de comunidades é lugar da escuta da Palavra de Deus.

·         Assim a paróquia forma e incentiva os seus membros para evangelizar.

·         A paróquia comunidade de comunidades é dinâmica e missionária.

·         Ela é nova no espírito, no ardor e dinâmica no anúncio da Palavra.

·         Papa Francisco: pastoral é exercício da maternidade da Igreja.

·         Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta e conduz pela mão.

·         A conversão da paróquia significa ampliar a formação de comunidades.

·         Com isto, torna-se, a partir da Palavra, permanentemente missionária.

·         Supõe superar a acomodação e o desânimo dos agentes pastorais.

·         É desinstalar-se e ir ao encontro dos irmãos que estão distantes.

·         Assim a Igreja gesta, dá à luz Jesus e vive no meio das casas.

 

Introdução

 

·         A paróquia durante muitos séculos tem sido presença pública da Igreja.

·         A mudança de época e a secularização diminuíram sua influência.

·         Por isto cresce o desafio de renová-la tenso em vista sua missão.

·         A Evangelii Gaudium diz que a paróquia “não é uma estrutura caduca”.

·         Ela possui uma plasticidade e pode assumir formas diferentes.

·         É fundamental que tenha docilidade e criatividade na missionariedade.

·         Precisa ter novo olhar, novas reflexões e nova prática pastoral hoje.

·         Olhar quais os sinais dos tempos que interpelam a paróquia hodierna.

·         Detectar aspectos da realidade que clamam por conversão pastoral.

·         Recuperar dados bíblicos sobre as primeiras comunidades cristãs.

·         Com isto, é preciso ir às fontes para haver conversão da paróquia.

·         É importante recuperar pontos da história que merecem atenção.

·         Evidenciar fundamentos eclesiológicos da comunidade no Vaticano II.

·         Destacar os sujeitos e tarefas da conversão pastoral na paróquia.

·         São apresentadas propostas para comunidade de comunidades.

 

CAP I – Sinais dos tempos e conversão pastoral

 

·         O Vaticano II propõe diálogo na relação da Igreja com a sociedade.

·         A Igreja passa a conhecer os “sinais dos tempos”, presença de Deus.

·         Para sua missão, ela deve se revitalizar sempre no Espírito Santo.

·         Sua identidade vem do Espírito Santo que a renova sempre.

·         A nova realidade deve ser vista com olhos de discípulos missionários.

·         Um olhar que esteja nutrido pelo Evangelho e na ação do Espírito.

 

1.1.     Novos contextos: desafios e oportunidades

 

·         Novas tecnologias, avanço da informática e experiências inimagináveis.

·         Emergência da subjetividade com pontos positivos e outros negativos.

·         Cresce a identidade social, mas enfraquece os vínculos comunitários.

·         Há despertar do ego e dificuldade de alguns em pensar no outro.

·         Liberdade/autonomia e dispensa da família, da religião e da sociedade.

·         Nos direitos individuais, cresce a indiferença em relação ao outro.

·         Dificulta planejar o futuro, porque o que conta é o aqui e agora.

·         É a cultura imediatista que afeta a todos, principalmente os jovens.

·         Esta cultura individualista, que compra satisfação, ajuda os shoppings.

·         Continua: pobreza, violência, exclusão social e cultura do descartável.

·         Temos grandes cidades, que crescem de forma desordenada e rápida.

·         Isto dificulta a pastoral e os agentes ficam na pastoral de manutenção.

·         Os migrantes caem no anonimato e solidão, porque são mal acolhidos.

·         Os meios de comunicação mudam hábitos e criam necessidades.

·         A Internet é território sem fronteira e cria novos espaços e horizontes.

·         A Igreja precisa saber inculturar o Evangelho no contexto virtual.

·         A renovação paroquial exige novas formas de evangelizar.

·         A sociedade tem se pautado pelo laicismo e pela secularização.

·         O cristianismo perde influência em decisões morais da sociedade.

 

1.2.     Novos cenários da fé e da religião

 

·         A vivência da fé tem estado muito ligada a interesses pessoais.

·         Há busca de cura e prosperidade formando novos grupos religiosos.

·         Cresce o número dos que se declaram sem religião e sem fé.

·         Há os que acreditam em Deus, mas não querem relação religiosa.

·         O pluralismo liberta, mas desorienta e gera fragmentação.

·         Católicos buscam conforto nas dificuldades e caem no indiferentismo.

·         Temos hoje o desafio da opção de fé numa sociedade pluralista.

·         É até desafiante para a vida pessoal manter a identidade cristã.

·         Para muitos, a vivência religiosa tem sido apenas de forma midiática.

·         Jovens conectados nas redes sociais e idosos que preferem a televisão.

·         Com isto vai desaparecendo o sentido de pertença comunitária.

·         Há uma adesão parcial à fé cristã e pouco engajamento na paróquia.

·         Muitas pessoas ajudam em campanhas midiáticas e não sua paróquia.

 

1.3.     A realidade da paróquia

 

·         As paróquias no Brasil têm desafios comuns e estão unidas em diocese.

·         Muitas paróquias não assumiram as propostas do Concílio Vaticano II.

·         Ficam muito fechadas em atender sacramentos e cultivar devoções.

·         Assim, toda ação pastoral fica concentrada na pessoa do pároco.

·         Sem preocupação missionária e espera que as pessoas a procurem.

·         Desta forma a evangelização é apenas para fortalecer a fé dos cristãos.

·         Outras paróquias conseguiram dar passos de conversão pastoral.

·         Evangelização e catequese como processo de Iniciação à vida Cristã.

·         Tem animação bíblica da pastoral, liturgia viva e participativa.

·         Atuação da juventude, ministérios, conselhos e vínculos comunitários.

·         São paróquias em que a pastoral é de comunhão e participação.

·         É fundamental a formação de pequenas comunidades na paróquia.

·         O desafio é vencer a mesmice sendo ousado e criativo na missão.

·         Apesar da atividade dos presbíteros, os leigos sejam atuantes.

·         Preocupa candidatos a padre sem formação de discípulos missionários.

·         É causa a fragmentação das famílias e a cultura que impacta o jovem.

·         Há também grupos fechados que agem sem comunhão com a diocese.

·         Outros promovem fundamentalismo católico e comprometem a Igreja.

·         O sentimento de superioridade espiritual é fuga da realidade do mundo.

·         É desafio comunidade como instituição e não como comunidade.

·         Outras vivem o tempo todo voltadas para festas, almoços e bailes.

·         É preciso questionar sua identidade de Igreja vazia e de baile cheio.

·         A comunidade é formada de fé, esperança e caridade, na partilha.

·         Há paróquias que projetam uma Igreja distante e burocrática.

·         Estruturas novas e já caducas: reuniões longas e sem interação.

 

1.4.     A nova territorialidade

 

·         O critério do território é importante, mas levar em conta as relações.

·         A mobilidade, mais urbana, possibilita muitos fluxos nas relações.

·         Levar em conta o lugar onde a pessoa vive a sua fé e a compartilha.

·         É mais importante hoje a pertença à comunidade do que ao território.

·         Há também as comunidades ambientais sem espaço geográfico.

·         A burocracia de horários e atendimentos não corresponde mais hoje.

·         Mas não descartar a territorialidade como referência para as pessoas.

·         Crescendo a população, a tendência natural é criar novas paróquias.

·         Mas é preciso aprofundar a criação de paróquia não territorial.

·         O mundo virtual cria novas comunidades nos seus relacionamentos.

 

1.5.     Revisão de estruturas obsoletas

 

·         Por ativismo, há muita energia esperdiçada em conservar estruturas.

·         As novas realidades do mundo provocam inquietações novas.

·         Todas as estruturas paroquiais precisam ser mais missionarias.

·         Devem colocar os seus membros em atitudes de “saída” missionária.

·         Anunciar Jesus Cristo com uma linguagem mais acessível e atual.

·         Há excesso de burocratização e falta de acolhida nas secretarias.

·         Vemos um predomínio do aspecto administrativo sobre o pastoral.

·         Também sacramentalização sem outras formas de evangelização.

·         As paróquias precisam rever suas atividades de atuação caducas.

·         É urgente fomentar na paróquia a mística do discipulado missionário.

·         Somente a missionariedade consegue derrubar estruturas caducas.

 

1.6.     A urgência da conversão pastoral

 

·         A transformação da paróquia tem que ser permanente e integral.

·         Isto só acontece se houver renovação missionária das comunidades.

·         Mudanças estruturais, métodos eclesiais e novas atitudes dos pastores.

·         As mudanças acontecem quando houver conversão a Jesus Cristo.

·         A conversão pastoral exige então conversão pessoal e comunitária.

·         Conversão requer nova mentalidade quanto à maternidade da Igreja.

·         Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta e conduz pela mão.

·         Conversão que faz a Igreja redescobrir as entranhas da misericórdia.

·         Estamos num mundo de “feridos”, que precisam de perdão e amor.

·         Transformar as estruturas é expressão externa da conversão interna.

·         Comunidade revitalizada: acolhedora, samaritana, orante e eucarística.

·         O medo de mudança leva ao fechamento em métodos antigos.

 

1.7.     Conversão para a missão

 

·         Passar de uma pastoral interna para uma que dialoga com o mundo.

·         Sair de detalhes secundários e ocupar-se com que propõe o Evangelho.

·         Não é modernizar a Igreja, mas ter maior fidelidade a Jesus Cristo.

·         A preocupação interna paroquial atrai cada vez menos pessoas.

·         O discípulo de Cristo não pode ser pessoa isolada e nem intimista.

 

1.8.     Breve conclusão

 

·         As paróquias estão desafiadas diante das rápidas mudanças do mundo.

·         Implica ter coragem e enxergar os limites de nossas práticas atuais.

·         Há necessidade de maior ousadia missionária no anúncio do querigma.

 

CAP II – Palavra de Deus, vida e missão nas comunidades

 

·         A comunidade cristã se inspira na Palavra testemunhada por Jesus.

·         É preciso revisitar o contexto em que o Senhor estabeleceu a Igreja.

·         A comunidade deve ter inspiração na vida de Jesus e dos apóstolos.

 

2.1. A comunidade de Israel

 

·         No antigo Israel, a comunidade era firmada pela Aliança com Deus.

·         O povo israelita era chamado de povo eleito e convocado por Deus.

·         Eram importantes os vínculos comunitários e familiares em Israel.

·         No tempo de Jesus os impostos levavam as famílias ao fechamento.

·         Jesus participava da vida comunitária testemunhando a seu favor.

 

2.2. Jesus: o novo modo de ser pastor

 

·         Jesus se apresenta como Bom Pastor e acolhia com bondade e ternura.

·         Ele apresenta novo modo de acolher as pessoas indo ao seu encontro.

·         Tinha um cuidado especial com os pobres, que eram pessoas excluídas.

·         Jesus ensinava usando linguagem simples que atingia a todos.

 

2.3.  A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus

 

·         Jesus tinha certeza e consciência clara de sua missão de evangelizar.

·         Ele entrava nas casas das famílias e incentivou os apóstolos a isto.

·         Entrar na casa significava entrar na vida das pequenas comunidades.

·         Ao lado de Jesus nasceu uma comunidade formada pelos discípulos.

·         Com Jesus as comunidades foram aprendendo novo jeito de viver.

·         Marcas: simplicidade, igualdade, partilha, amizade, serviço, perdão.

·         Ainda: oração em comum, alegria, hospitalidade, comunhão e acolhida.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

·         É nova forma de ser e agir em comunidade numa cultura de contrastes.

·         O Reino de Deus implica nova maneira de viver e conviver em Cristo.

 

2.4. As primeiras comunidades cristãs

 

·         Os apóstolos reconheceram o ressuscitado, que envia o Espírito Santo.

·         O Espírito Santo desperta carismas e guia a Igreja em suas decisões.

·         A partir daí, os apóstolos criaram comunidades marcadas pela fé.

·         As comunidades eram reunião de fieis que se sentiam chamados.

·         Os cristãos perseveravam na comunhão, fração do pão e nas orações.

·         As comunidades ainda se apoiavam nos ensinamentos dos apóstolos.

·         As palavras dos apóstolos eram consideradas como Palavra de Deus.

 

2.4.1. A comunhão

 

·         O centro de unidade das 1ªs comunidades cristãs era a eucaristia.

·         A eucaristia era comunhão de algo, pão e vinho, e com alguém, Cristo.

·         Ela nutre a esperança, sustenta a fé em Cristo e motiva a caridade.

·         Na comunidade todos são irmãos na amizade e na comunhão.

 

2.4.2. A partilha

 

·         A comunidade primitiva vivia plenamente a comunhão de bens.

·         A partilha não era imposta, mas expressão natural do amor de Cristo.

·         Isto mudava inclusive o sentido do dízimo, visto como expressão de fé.

·         Paulo diz que Deus ama quem partilha com alegria (II Cor 9,7).

·         Promove coletas como sinal de solidariedade e comunhão (II Cor 8-9).

·         O gesto da partilha em Cristo se estende para todas as pessoas.

·         É dom material como sinal da relação entre as pessoas na comunidade.

·         Comunhão que surgiu na Páscoa, criando amizade na comunidade.

 

2.4.3. A iniciação cristã

 

·         O batizado é homem novo, seguidor de Cristo e ungido para a missão.

·         Começa com o anúncio do querigma e acolhida de Cristo Salvador.

·         Isto passava por um processo catecumenal com ritos comunitários.

·         Tudo levava a um encontro pessoal com Jesus Cristo ressuscitado.

·         Levava também à vida comunitária e a um novo jeito de agir.

·         O catecúmeno participava só da Celebração da Palavra e saia.

·         Participava da liturgia eucarística só após receber o batismo e a crisma.

·         Na quaresma ocorria a purificação e a iluminação, forma de catequese.

·         Na vigília pascal ele era batizado, crismado e recebia a 1ª comunhão.

·         A partir daí, o neófito tornava-se um novo homem em Jesus Cristo.

·         Continuava a formação num processo mistagógico de aprofundamento.

 

2.4.4. A missão

 

·         Jesus envia a Igreja em missão: “Ide e fazei discípulos” (Mt 28, 19).

·         A tarefa era de anunciar a salvação para todas as pessoas do mundo.

·         O anúncio era por palavras e por gestos sobre o Evangelho do Reino.

·         Foi o que fez Paulo em suas diversas viagens missionarias.

·         Para isto ele contou com casais missionários, destacando as mulheres.

 

2.4.5. A esperança

 

·         Apoiados na ressurreição, os cristãos foram testemunhas da esperança.

·         O anúncio feito pelas comunidades estava centrado na ressurreição.

·         Era fundamental: a esperança na vinda de Cristo no fim dos tempos.

·         Os convertidos se consideravam membros do novo povo de Deus.

·         A espera da vinda de Cristo fez o povo de Deus sentir-se peregrino.

·         Pertencer uma comunidade era como sentir herdeiro do Reino de Deus.

·         Era sentir-se caminheiro, peregrino na busca do Salvador.

 

2.5. A Igreja-comunidade

 

·         Paulo funda várias comunidades nas margens do Mar Mediterrâneo.

·         Chamava as comunidades reunidas nas casas de Igrejas Domésticas.

·         As casas eram locais de acolhida dos fieis para ensino da Palavra.

·         A Igreja no Novo Testamento é assembleia convocada por Deus.

·         Ekklesia é comunidade reunida para a Liturgia, a Palavra e a Ceia.

·         Significa ainda reunião pública, reunião do povo da Aliança.

·         Nas comunidades havia a presença fecunda do Espírito Santo.

·         Nelas o Reino de Deus se revela no anúncio da Palavra e nas obras.

 

2.6. Breve conclusão

 

·         O ser humano não é concebido como isolado e autônomo.

·         Ele é membro de uma comunidade do povo da Aliança.

·         Forma-se nas relações que se estabelece na vida da comunidade de fé.

·         Os 1ºs cristãos, em comunidade, formavam o novo povo de Deus.

·         Comunidades de cristãos que servem de inspiração para hoje.

·         Não eram modelos únicos, mas deixam elementos e critérios para hoje.

·         Não podemos ter medo de aceitar e criar novos modelos.

·         Assim a Igreja estaria atendendo as exigências dos novos tempos.

 

CAP III – Surgimento da paróquia e sua evolução

 

·         A dimensão comunitária da fé passou por mudanças significativas.

·         A paróquia atual começou como Igreja Doméstica, a partir das famílias.

·         Ela é um instrumento importante de identificação da vida cristã.

·         Há aspectos históricos que devem ser recuperados e outros revistos.

 

3.1. As comunidades da Igreja antiga

 

·         As comunidades cristãs primitivas não perderam esperança em Cristo.

·         Mesmo com as perseguições do Império Romano, foram fieis na fé.

·         Os cristãos eram disfarçados na clandestinidade e muitos martirizados.

·         O refúgio dos cristãos no tempo de contrastes era nas comunidades.

·         Aprofundou-se ideia de fraternidade e separação de costumes pagãos.

·         Cresceu o sentido de irmandade e os cristãos chamados de irmãos.

·         Cuidavam das viúvas, desempregados presos, órfãos, velhos, doentes.

·         Do jejum destinava aos pobres tudo que deixavam de consumir.

·         Daí foram surgindo as obras de caridade que chegam até hoje.

·         Os contrastes eram enormes, mas a Igreja cumpria sua missão.

 

3.2. A origem das paróquias

 

·         O edito de Milão, 313, declarou liberdade religiosa no Império Romano.

·         O edito de Tessalônica, 381, de Teodósio, religião oficial do Império.

·         Aos poucos, o cristianismo foi se tornando religião massiva e anônima.

·         As novas organizações prejudicaram a relação existente de Igreja-casa.

·         No final do séc. III surgem lugares fixos chamados de domus ecclesiae.

·         Aí eram feitas as reuniões da comunidade, sob direção de presbítero.

·         Final do séc. IV, em Roma, os lugares de culto chamavam-se titulus.

·         Séc. V aparece a paróquia com maior autonomia, com várias funções.

·         Aos poucos, o sistema paroquial vai se impor também na cidade.

·         Surge a paróquia já com demarcações territoriais e as dioceses.

·         Nas paróquias a eucaristia passou a ser extensão da ação episcopal.

·         O presbítero realizava os ritos batismais e o bispo os da crisma.

·         As paróquias rurais foram aos poucos se estendendo para as cidades.

·         Em 476 aconteceu o fim do Império Romano do ocidente.

·         Houve a invasão dos bárbaros, que assimilaram a cultura romana.

·         Começa uma nova etapa nas comunidades cristãs.

·         Surge uma estreita ligação entre a Igreja, o Estado e a sociedade.

·         Aparecem Ordens Religiosas e Mosteiros com nova espiritualidade.

·         O mundo parece dividido em dois polos: o temporal e o espiritual.

·         Assume o papa Gregório VII, de Cluny, coroado como Imperador.

·         Gregório VII assume a reforma gregoriana em busca das origens.

·         Mas firmava o poder papal contra as ameaças dos senhores feudais.

·         A Igreja passa a ser mais instituição jurídica do que sacramental.

·         A paróquia continuava sendo uma referência para os cristãos.

·         Trento, séc. XVI, não modificou o perfil estrutural da paróquia.

·         Insistiu que o pároco passasse a residir no território da paróquia.

·         Estabeleceu critérios da territorialidade e criação de novas paróquias.

·         Esse Concílio instituiu o Seminário para a formação sacerdotal.

·         O modelo da paróquia do Concílio de Trento chegou até o Vaticano II.

 

3.3. A formação das paróquias no Brasil

 

·         No século XVI o catolicismo, vindo da Europa, chegou ao Brasil.

·         Esse fato histórico aconteceu com ordens religiosas e irmandades.

·         As ordens religiosas insistiam em devoções particulares nas regiões.

·         Em 1855, medidas do Império fecharam os noviciados no Brasil.

·         Irmandades abaladas, umas fecharam e outras se secularizaram.

·         Continua um cristianismo com as tradições populares do povo.

·         As paróquias ficaram como únicas instâncias do catolicismo no país.

·         Com a chegada da Proclamação da República, 1889, a situação mudou.

·         Chegaram congregações religiosas trazendo o modelo europeu.

·         Foi dado destaque para a escola católica e ajuda nas paróquias.

·         Na pluralidade, não havia preocupação com a unidade das paróquias.

·         Católicos leigos em associações, com muita reza e pouca missa.

·         No século XIX ocorreu o chamado processo de instauração.

·         A intenção era introduzir no Brasil a reforma do Concílio de Trento.

·         Mas continua a busca por festas, procissões, culto aos santos e rezas.

·         A paróquia ficou sendo lugar como de exclusividade do padre.

·         Os leigos a procuram apenas para atos religiosos e sacramentos.

·         Sua finalidade era para atender às necessidades das famílias católicas.

·         O Código de 1917 a defina como menor circunscrição local e pastoral.

3.4. A paróquia no Concílio Vaticano II

 

·         No Concílio, a paróquia só pode ser compreendida a partir da diocese.

·         Pode ser entendida como célula da diocese, comunidade local dos fieis.

·         A paróquia é parte integrante da Igreja Particular, da diocese.

·         O mundo é o lugar dos discípulos que foram convocados por Cristo.

·         Daí surge o sentido mais comunitário e missionário da paróquia.

·         O Vaticano II insiste que a comunidade paroquial tenha maior abertura.

·         Ela deve ultrapassar os limites territoriais no trabalho missionário.

 

3.5. A renovação paroquial na América Latina e no Caribe

 

·         Na década de 60 surgiu um novo cenário social, econômico e político.

·         Causas: regime militar, violação de direitos, êxodo rural, pobreza etc.

·         Muitas comunidades se tornaram refúgio de pessoas perseguidas.

·         Tornaram-se ainda centros de denúncia de torturas e busca de justiça.

·         Em Medellin, 1968, a Igreja reforçou seu compromisso de justiça.

·         Medellin sugeriu formar comunidades eclesiais nas paróquias.

·         Que a vida de fé tivesse um aspecto mais comunitário e social.

·         Foi sugerida também a instituição do diaconato permanente.

·         Puebla, 1979, viu a paróquia como centro de coordenação e animação.

·         Deveria animar as comunidades, os grupos e os movimentos.

·         A partir daí expandiram-se as comunidades eclesiais de base.

·         Santo Domingo, 1992, vê a paróquia mais como família de Deus.

·         Santo Domingo já fala de paróquia como comunidade de comunidades.

·         Destacou que a paróquia não é território, estrutura, mas família.

·         Definiu-a como a Igreja que vive no meio das casas dos cristãos.

·         Fala também em rede de comunidades e de revitalização paroquial.

·         Aparecida, 2007, teve como grande apelo a conversão pastoral.

·         Abandonar estruturas obsoletas e formar comunidades missionárias.

·         Daí surgiu o título de comunidade de comunidades, nova paróquia.

·         Paróquia célula viva da Igreja e casa e escola de comunhão.

 

3.6. A renovação paroquial no Brasil

 

·         A renovação da paróquia começou com o Plano de Emergência, 1962.

·         Deu-se um destaque especial para a diocese como lugar de comunhão.

·         Os leigos devem participar da tríplice missão: fé, culto e caridade.

·         Nas vésperas do Concílio já se pensava numa pastoral de conjunto.

·         Isto deveria superar a pastoral de conservação e ter mais abertura.

·         As CF de 1964 e 1965 tiveram como temas a renovação da paróquia.

·         As Diretrizes Gerais de 2011-2015 dizem da importância das paróquias.

·         Ideia da CNBB: as paróquias serem comunidade de comunidades.

·         O texto 104 foi amplamente estudado no país com grande interesse.

·         Também o papa Francisco disse que não podemos ficar fechados.

·         Ele destaca a urgência de uma paróquia mais missionária e pastoral.

·         A paróquia deve incentivar e formar as pessoas para evangelizar.

·         Na Exortação o papa diz que a paróquia é santuário e lugar de envio.

·         A paróquia: de viva comunhão, participação e orientação à missão.

 

3.7. Breve conclusão

 

·         Nas paróquias há a extensão da mensagem do pastor diocesano.

·         Mosteiros, Reforma Gregoriana e Trento pensaram na organização.

·         O Vaticano II quis recuperar a comunhão da comunidade e ministérios.

·         As Conferências falaram em rede de comunidades, conversão pastoral.

·         A CNBB quer a paróquia mais discípula e mais missionária para hoje.

 

CAP IV – Comunidade paroquial

 

·         O fundamento da comunidade-Igreja está na Santíssima Trindade.

·         Pelo Espírito recebe o dom da unidade, que se expressa na paróquia.

·         A paróquia é a extensão da Igreja Particular e da Eucaristia episcopal.

·         O Vaticano II define a paróquia como sendo “célula da diocese”.

 

4.1. Trindade: fonte e meta da comunidade

 

·         Igreja, projeto do Pai, criatura do Filho e vivificada pelo Espírito Santo.

·         Ela tem sua origem na Trindade e por isto é comunidade de amor.

·         Vive o amor que permite acolhida e doação, capaz de unir diferenças.

·         A comunhão e a missão trinitária inspiram missão da comunidade.

·         Uma comunidade só pode ser chamada de cristã se ela vive a missão.

·         Assim temos a diocese, as paróquias e as comunidades na diversidade.

 

4.2. Diocese e paróquia

 

·         A criação de uma nova paróquia significa nova presença da Igreja.

·         A comunhão da Igreja é mistério, além das aparências externas.

·         Por isto, ela supera a unidade sociológica e harmonia psicológica.

·         Reflete comunhão dos santos e em comunhão com a Igreja no céu.

·         Visa a salvação que considera e transcende o mundo visível.

 

4.3. Definição de paróquia

 

·         Ela é caminho de passagem para os cristãos em direção à Salvação.

·         Mas também tem uma estabilidade no sentido de vida comunitária.

·         Catecismo da Igreja Católica, Código 1983 e Vaticano II em sintonia.

·         Dizem: Comunidade de fieis, estável, com o pároco, pastor próprio.

·         Importantes: comunidade de comunidades e comunhão com a diocese.

·         Isto se faz através da ação do pároco em comunhão com o bispo.

·         Na paróquia deve acontecer o modelo de comunidade dos 1ºs cristãos.

·         Quatro: fração do pão, comunhão fraterna, orações e ensinamento.

·         Da paróquia derivam 3 tarefas: comunhão de fé, de culto, de caridade.

·         O Catecismo destaca a oração comunitária acima da oração privada.

 

4.4. Comunidade de fieis

 

·         Entende-se comunidade agrupamento humano com algo em comum.

·         Em nível de Igreja, o que forma comunidade é o batismo e a eucaristia.

·         É comunidade que partilha, que professa a fé e testemunha a caridade.

·         A paróquia deve ser casa-comum, onde todos partilham a vida divina.

·         O Concílio Vaticano II concebe a paróquia como comunidade de fieis.

·         O sentido comunitário faz com que o cristão seja realizado na vida.

 

4.5. Território paroquial

 

·         O Código define paróquia territorial e também paróquias pessoais.

·         A territorial define os paroquianos moradores dentro do espaço.

·         O cuidado pastoral cabe ao pároco, estando unido ao seu bispo.

·         É o espaço onde se ouve a Palavra de Deus e participa da Eucaristia.

 

4.6. Comunidade: casa de cristãos

 

·         A comunidade cristã é a experiência de Igreja ao redor da casa.

·         A paróquia é a própria Igreja que vive no meio das casas dos cristãos.

·         Comunidade é ideia de casa, ambiente de vida, referência e aconchego.

·         No NT a palavra casa pode ser comunidade-Igreja sobre pedras vivas.

 

4.6.1. Casa da Palavra

 

·         A comunidade cristã é onde se escuta, acolhe e pratica a Palavra.

·         É como Deus tendo armado sua tenda entre nós, morada de Deus.

·         A Igreja é casa da Palavra, onde o cristão escuta e responde a Deus.

·         Então é casa de iniciação à vida cristã na perspectiva da ação bíblica.

 

4.6.2. Casa do pão

 

·         O cristão se alimenta e vive da eucaristia na vida da comunidade.

·         Na eucaristia há o encontro de Deus com os cristãos e deles ente si.

·         Ela é fonte inesgotável de vocação cristã e de impulso missionário.

·         Motivados na celebração eucarística, o cristão pratica a caridade.

 

4.6.3. Casa da caridade – ágape

 

·         A Palavra e a Eucaristia dão ao cristão uma nova dimensão de vida.

·         A presença de Deus em sua vida lhe dá a dimensão do amor-ágape.

·         “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo amigo”

·         A amizade-ágape se traduz em compaixão e opção pelos pobres.

·         A comunidade deve ser também presença pública da Igreja no mundo.

 

4.7. Comunidades para a missão

 

·         A comunidade cristã é missionária quando age em favor da dignidade.

·         Supõe um testemunho que vem antes das palavras e gera missão.

·         A missão supõe testemunho de proximidade afetuosa como fez Jesus.

·         Supõe anúncio explícito da Boa Nova de Jesus, anúncio do querigma.

·         Há pessoas que perderam o brilho da fé e vivem testemunho opaco.

·         O querigma inclui o testemunho, que desmascara as mentiras.

·         Uma fé sem testemunho e sem carisma não consegue mudar nada.

·         Uma paróquia, para ser missionária, deve ir ao encontro das pessoas.

 

4.8. Breve conclusão

 

·         A Igreja ajuda o encontro da ação de Deus com a resposta humana.

·         Apesar de viver no mundo, no tempo, destina-se para a eternidade.

·         A descentralização da paróquia ajuda na proximidade e no encontro.

·         O que derruba estruturas caducas e leva a mudar é a missionariedade.

 

CAP V – Sujeitos e tarefas da conversão pastoral

 

·         Fieis leigos e ordenados participam da conversão pastoral.

·         Os sujeitos e as tarefas dependem de encontro pessoal com Jesus.

·         Jesus apresenta um novo jeito de agir e cuidar das pessoas.

·         A conversão paroquial depende de um renovado amor à pastoral.

·         A fonte primeira para isto está no Batismo e na Ordem.

·         O missionário tem que ser presença evangelizadora nas periferias.

·         Há medo de sair do centro, de descentralizar e prejudica a conversão.

·         O centro é Jesus, que convoca e envia com coragem apostólica.

·         Missão é corresponsabilidade desprendida, responsabilidade apostólica.

 

5.1. Os bispos

 

·         São os primeiros responsáveis a fomentar a conversão paroquial.

·         Fazer da Igreja casa e escola de comunhão desencadeando conversão.

·         Papa Francisco os estimula serem pacientes, misericordiosos e simples.

·         Os bispos devem ser os animadores de uma nova mentalidade.

·         Devem fortalecer o clero na sua missão e na sua espiritualidade.

·         Sem isto, será difícil uma paróquia ser comunidade de comunidades.

 

5.2. Os presbíteros

 

·         Sejam padres-pastores, dedicados, generosos, acolhedores e abertos.

·         Um sinal preocupante é a sobrecarga, prejudicando o seu equilíbrio.

·         Há padres desencantados, cansados, apáticos, insensíveis, rudes etc.

·         Preocupação com a formação do padre para acompanhar as mudanças.

·         O padre pode ficar atrasado no tempo e afastado da realidade.

·         A renovação paroquial depende de vivência mais comunitária do padre.

·         Para haver mudança é fundamental a postura pessoal do presbítero.

·         Ele não é mero delegado ou representante da comunidade, é um dom.

·         Deve ser acolhedor, ter paternidade espiritual sem distinção.

·         Há uma exigência: que o padre seja autêntico discípulo de Jesus Cristo.

·         Somente um sacerdote apaixonado por Cristo transforma a paróquia.

·         Ele tem que ser homem de Deus com profunda intimidade com Cristo.

·         É importante a formação permanente do padre e nos Seminários.

 

5.3. Os diáconos permanentes

 

·         Devem ser formadores de novas comunidades eclesiais nas periferias.

·         A conversão paroquial depende também da atuação dos diáconos.

·         Com a dupla sacramentalidade, explicitam a unidade eclesial.

·         Podem assumir comunidades não territoriais: dependentes químicos.

·         Em caso de necessidade, podem administrar uma paróquia.

 

5.4. Os consagrados

 

·         Todos os religiosos na pastoral devem ajudar na renovação paroquial.

·         As religiosas ajudam as paróquias com sua presença junto às famílias.

·         Apostolado estar em comunhão com a diocese e o plano de pastoral.

·         Estejam em sintonia com a caminhada, evitando ação paralela.

·         Seu vínculo com a diocese seja jurídico, pastoral e missionário.

 

5.5. Os leigos

 

·         Sua missão tem origem nos sacramentos, Batismo e Confirmação.

·         A atuação seja de testemunho de Cristo na ajuda aos pastores.

·         O leigo precisa superar o clericalismo e participar das pastorais.

·         Reconhecer a diversidade de carismas, serviços e ministérios.

·         O Código prevê a possibilidade de o leigo administrar uma paróquia.

·         Para isto é necessário um processo integral de formação laical.

·         Processo programado, sistemático, que inclua a Doutrina Social.

·         Leigo clericalizado é ser mais cômodo e sem compromisso social.

·         O clericalismo do leigo é falta de maturidade e de liberdade cristã.

·         O leigo cristão deve ter consciência de vocacionado para “ser Igreja”.

 

5.5.1. A família

 

·         Ela tem sido confrontada com outras formas de convivência.

·         Encontros de famílias são exemplos de iniciativas de vida comunitária.

·         Há políticas públicas que não respeitam a família como célula social.

·         Propaga-se o ser feliz sem levar em conta o amor com compromisso.

·         Namoro e casamento vivem crise de afeto e não criam vínculos.

·         Na paróquia participam pessoas de variadas formas de vida.

·         Sem vínculo sacramental, segunda união, sozinhos com filhos, avós.

·         Usar sempre de misericórdia com a família, acolher, orientar e incluir.

 

5.5.2. As mulheres

 

·         Há intensa participação das mulheres nas comunidades paroquiais.

·         Participam na catequese, liturgia, ministras, enfermos, acolhida etc.

·         Francisco: “Igreja sem as mulheres é Colégio Apostólico sem Maria”.

·         Elas são a maioria nas diversas comunidades paroquiais.

·         Precisam ser valorizadas, porque ajudam na renovação paroquial.

 

5.5.3. Os jovens

 

·         Ter abertura para os jovens porque eles moram no coração da Igreja.

·         Opção afetiva e efetiva pelos jovens anunciando-lhes o amor de Cristo.

·         Eles devem ter espaços adequados para seu engajamento comunitário.

·         Dar atenção aos jovens que vivem em situação de risco e exclusão.

·         Os jovens são riqueza de uma comunidade, com seu jeito próprio.

·         Eles têm ousadia e destemor para vencer a comodidade de hoje.

·         Sem o rosto jovem a Igreja acaba se apresentando desfigurada.

·         Usar as redes sociais para cativar os jovens, onde eles interagem.

·         O papa Francisco lhes sugere vencer as tentações do provisório.

 

5.5.4. Os idosos

 

·         Há muitos idosos nas comunidades e nem sempre são escutados.

·         Testemunhas da história, com valores que precisam ser resgatados.

·         Devem participar de encontros para evitar situações de isolamento.

·         Criar entre eles laços de amizade para evitar situação de abandono.

·         Para muitos idosos a comunidade paroquial é uma nova família.

·         Criar espaços para eles e relacionamento com jovens e crianças.

 

5.6. Comunidades Eclesiais de Base

 

·         A CEB é instrumento para o povo ter encontro com a Palavra de Deus.

·         É espaço onde se cria compromisso social em nome do Evangelho.

·         Espaço também de educação da fé e de surgimento de serviços leigos.

·         Provocam nos cristãos um novo ardor missionário e evangelizador.

·         Através das CEBs os leigos conseguem melhor dialogar com o mundo.

·         Em contato com a Igreja local, tornam-se sinal de vitalidade da Igreja.

·         Elas constituem um dos traços mais dinâmicos da vida da Igreja.

·         São a presença de Igreja junto aos mais simples de forma corajosa.

·         Formam comunidades com acento missionário e sócio-transformador.

·         Centralidade na Palavra de Deus, na Eucaristia e nos pequenos grupos.

·         As CEBs contribuem com a conversão pastoral da paróquia.

 

5.7. Movimentos e associações de fieis

 

·         São sinais da Providência de Deus para a Igreja de hoje.

·         Existem no Brasil novas experiências que enriquecem a todos.

·         Muitos movimentos leigos são engajados nas comunidades.

·         É preciso interrogar os que fazem um caminho mais autônomo.

·         São escolas ou linhas de espiritualidade e reúnem muitas pessoas.

·         Têm um aspecto transterritorial com carismas específicos.

·         O desafio é ter vivência de comunhão e de pastoral de conjunto.

·         Como são supradiocesanos, têm dificuldade com as dioceses.

·         Às vezes há desconforto e preconceito nas relações na comunidade.

·         De ambas as partes deve haver abertura para um diálogo sadio.

·         Haja fidelidade, participação, comunhão e colaboração de todos.

·         Não podem colocar-se no mesmo plano das comunidades paroquiais.

·         Também não podem alimentar pretensões de ser totalidade.

·         As paróquias não têm direito de excluir ou negar sua existência.

·         Não podem ser nômades sem raiz, mas integrados na pastoral.

 

5.8. Comunidades ambientais e transterritoriais

 

·         Há grupos de moradores de rua, universitários, empresários, artistas.

·         Nos hospitais pode haver verdadeira comunidade e deve ser assistida.

·         Pensar e planejar ação evangelizadora também nesses ambientes.

·         As escolas também podem ser comunidades e devem ser atendidas.

·         As universidades como grande areópago, devem ter presença cristã.

·         É importante ter a Pastoral Universitária para anúncio da Boa Nova.

 

5.9. Breve conclusão

 

·         A renovação supõe estímulo de organização nesta diversidade.

·         Criar vínculo e partilha de caminhada com uma pastoral planejada.

·         A paróquia é importante, mas insuficiente na tarefa de evangelização.

·         Diante da complexidade de hoje, é preciso encontrar meios e recursos.

 

CAP VI – Proposições pastorais

 

·         Temos que superar a tentação pastoral de agir com as próprias forças.

·         Temos o forte alerta: “sem Cristo nada podemos fazer” (Jo 15, 5).

·         Papa Francisco: “nunca haver evangelização sem o Espírito Santo”.

 

6.1. Comunidades da comunidade paroquial

 

·         A grande comunidade deve formar grupos menores para descentralizar.

·         Com isto consegue chegar aos mais afastados criando novas unidades.

·         A setorização vai ajudar na renovação se forem formadas lideranças.

·         O protagonismo dos leigos depende de boa preparação dos agentes.

·         Necessita de bom planejamento evitando concentração na matriz.

·         Supõe nova organização e delegação de responsabilidade aos leigos.

·         Deve ser uma organização mais simples evitando ser miniparóquia.

·         A paróquia precisa formar pequenos grupos e comunidades.

·         Com isto vai conseguir ampliar a interação e engajamento de muitos.

·         Essas pequenas comunidades devem ser formadas por quem já atua.

·         Primeiro atrair quem participa apenas de missas ou celebrações.

·         Depois atrair os afastados num processo mais missionário.

·         Setorizar a paróquia por território, ou por afeto, ou por interesse.

·         Uma vizinhança geográfica pode não formar grupos de reflexão.

·         Há grupos formados por moradores de locais distintos e distantes.

·         O importante são os encontros regulares, seja na cidade ou zona rural.

·         O fundamento da comunidade ou grupo está na Palavra e na Eucaristia.

·         É fundamental formar comunidades com pessoas que se integram.

·         Fazer com as comunidades um itinerário formativo com subsídios.

·         Unir Palavra, catequese e formação da consciência crítica.

·         Na comunidade as pessoas quando acolhidas saem do anonimato.

 

6.2. Acolhida e vida fraterna

 

·         Na comunidade existem tensões e dissensões, mas também perdão.

·         A inveja, fofoca e interesses pessoais corrompem a comunhão.

·         A vida comunitária não está em cargos, mas em ser discípulo de Cristo.

·         Não é possível acolher os afastados se os membros se desentendem.

·         Existem comunidades que mais afastam do que acolhem as pessoas.

·         Paróquia e comunidade que testemunham o amor são missionárias.

·         A renovação paroquial significa recuperar as relações de comunhão.

·         Uma comunidade missionária significa ser comunidade acolhedora.

·         Muita gente procura os sacramentos, mas acabam afastadas da Igreja.

·         Mensagem mais direta e acolhida autêntica recuperam os distantes.

·         É urgente acolher melhor estabelecendo relações mais personalizadas.

·         O diálogo na secretaria paroquial é porta de entrada na comunidade.

·         A evangelização só será possível quando houver prioridade na escuta.

·         Muitas pessoas procuram a Igreja nos momentos mais difíceis da vida.

·         Elas devem ser ouvidas com carinho e acompanhadas nas urgências.

·         Para isto é necessário formar pessoas com capacidade para escuta.

·         O papa Francisco fala de proximidade e acompanhamento das pessoas.

·         É importante a reconciliação, acompanhamento espiritual e orientação.

·         Para isto o pároco precisa alterar agenda e delegar funções aos leigos.

·         Evitar obstáculos doutrinais ou morais e ter atitudes de misericórdia.

·         Na pedagogia divina, o abraço materno da Igreja vem antes de tudo.

·         A conversão pastoral paroquial faz dela instância de acolhida e missão.

·         Promover a cultura do encontro e ter suas portas sempre abertas.

·         Vencer resistências por causa de segurança, mas encontrar caminhos.

·         Rever os horários, criando oportunidades para o povo participar.

 

6.3. Iniciação à vida cristã

 

·         Renovação paroquial depende de ela ser casa de iniciação à vida cristã.

·         A catequese deve ser prioridade, criando novo olhar e nova prática.

·         Isto ainda é desconhecido em muitas comunidades e desvalorizado.

·         A catequese deve ser assumida dentro das orientações de hoje.

·         Dar passos catecumenais, com metodologia e processos próprios.

·         Processo: querigma, conversão, discipulado, comunhão e missão.

·         Catequese que esteja centrada na animação bíblica de toda pastoral.

 

6.4. Leitura Orante da Palavra

 

·         A paróquia deve ser casa da Palavra e promover nova evangelização.

·         A Leitura Orante da Palavra faz da paróquia contínua animação da vida.

·         Palavra lida em comunidade evita reducionismo intimista e ideologias.

·         É importante a homilia, breve e com linguagem do povo e da cultura.

·         Evitar homilia como discurso genérico, abstrato e divagações inúteis.

·         Por isto, quem faz a homilia tem que se preparar bem e com orações.

·         Onde não há sacerdotes, haja a celebração do culto com a Palavra.

·         O ministro da Palavra seja bem preparado, humilde e acolhedor.

·         Quando agimos assim, as pessoas se animam mais em participar.

 

6.5. Liturgia e espiritualidade

 

·         Após o Vaticano II cresceu a participação das pessoas nas celebrações.

·         Mas algumas experiências mostram que há muita fala e pouca reza.

·         São celebrações sem espiritualidade e sem vivência do celebrado.

·         Celebrações sem encontro com o mistério e vira encontro de pessoas.

·         Existem comentários longos, cânticos desalinhados e falta de silêncio.

·         A eucaristia renova a vida em Cristo e a adoração educa a pessoa.

·         O domingo deve ser mais valorizado como alegria e encontro familiar.

·         Muitas comunidades não têm celebração eucarística, mas da Palavra.

·         É preciso encontrar soluções maduras para enfrentar esta questão.

·         A rede de comunidades deve ter vida espiritual, celebrativa e caritativa.

·         As celebrações não podem levar a fugas intimistas da realidade.

·         Ao contrário, deve levar à solidariedade e à alteridade na comunidade.

·         Valorizar a piedade popular com a Palavra e celebração do mistério.

·         Ver na devoção a Maria um caminho de seguimento de Jesus Cristo.

 

6.6. Caridade

 

·         As comunidades devem acolher a todos, os perdidos e excluídos.

·         Eles devem encontrar aconchego e espaço por parte dos de casa.

·         A caridade cristã deve ser resposta aos que mais necessitam de ajuda.

·         Ser bom samaritano com os rostos caídos pela beira do caminho.

·         Dependentes, desempregados, dementes, soropositivo, idosos etc.

·         Acolher os divorciados, segunda união, solitários, deprimidos, doentes.

·         Marcar presença na defesa da vida, ecologia, ética na política etc.

·         Cuidar da cidadania, da integridade da terra, da biodiversidade.

·         Iniciativas: evitar o álcool em festas para não cair em contradição.

·         Encontrar saídas alternativas como o incentivo ao dízimo paroquial.

 

6.7. Conselhos, organização paroquial e manutenção

 

·         A comunidade paroquial exige comunhão, participação e engajamento.

·         Todos devem colaborar de forma organizada, frequente e generosa.

·         Os recursos financeiros devem vir da partilha como sinal de comunhão.

·         As paróquias devem trabalhar a pastoral do dizimo como processo.

·         Não exagerar na ação porque pode surtir efeito contrário na pastoral.

·         É importante favorecer o espírito de subsidiariedade e protagonismo.

·         Valorizar muito na paróquia os Conselhos pastorais e econômicos.

·         Nos Conselhos os leigos podem desenvolver seu protagonismo cristão.

·         Escolher membros discípulos missionários para atuar nos Conselhos.

·         Atender as necessidades pastorais e não só construções e reformas.

·         Financiar, manter e qualificar obras e ações sociais com fé autêntica.

·         Prestar contas e ter uma gestão transparente e contar com os leigos.

·         Haja espírito de partilha entre as paróquias de forma permanente.

·         Distribuir melhor os atendimentos com justa proporcionalidade.

·         Ter unidade com a diocese através do Plano Diocesano de Pastoral.

·         Dar atenção aos vínculos com outras paróquias como igrejas irmãs.

6.8. Abertura ecumênica e diálogo

 

·         Convivemos com pessoas de outros credos, no pluralismo religioso.

·         A atitude ecumênica e o diálogo garantem o respeito e acolhimento.

·         Valorizar a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos” enriquece.

·         Trabalhar juntos no serviço à vida e na defesa dos direitos humanos.

·         A unidade é um dom do alto, que o Espírito suscita nos corações.

·         A cultura do encontro ajuda no diálogo inter-religioso no pluralismo.

 

6.9. Nova formação

 

·         A conversão da paróquia depende de uma formação com novo estilo.

·         Encontrar metodologias e processos que levem à conversão da pessoa.

·         Considerar a prática das comunidades e as experiências das pessoas.

·         Formação mais interativa no sentido de formar-se junto com outros.

·         Formação mais prática e qualificada em todos os níveis da pastoral.

·         A conversão pastoral depende da preparação dos presbíteros, párocos.

·         É necessário criar nova consciência pastoral e missionária no clero.

·         Promover processo metodológico que envolva saber, fazer, ser cristão.

·         Uma sugestão: Escola Diocesana de Formação de Catequistas.

·         Escola com espaço sistemático, orgânico e permanente de formação.

 

6.10. Ministérios leigos

 

·         Há na Igreja uma pluralidade de ministérios, carismas e serviços.

·         Preparar leigos para assumir os diferentes ministérios e serviços.

·         Que eles sejam autênticos animadores das comunidades eclesiais.

·         Investir na formação doutrinal, pastoral e espiritual dos leigos.

 

6.11. Cuidado vocacional

 

·         A família e a paróquia são os primeiros seminários vocacionais.

·         É na paróquia que fortalece a consciência vocacional da Igreja.

·         Toda paróquia deve rezar pelas vocações como pede Jesus.

·         O cultivo vocacional depende muito do testemunho dos presbíteros.

·         Palavra do papa Francisco: das comunidades cristãs surgem vocações.

 

6.12. Comunicação na pastoral

 

·         A comunidade interage, sempre mais, por meio virtual com a paróquia.

·         A paróquia precisa saber apresentar a linguagem da comunicação.

·         Linguagem direta e objetiva, menos prolixa e com metodologia.

·         Os idosos têm seguido muito os meios televisivos em missas e terços.

·         Os santuários na mídia devem favorecer a conversão pastoral.

·         Desafio das TVs e sites: garantir comunhão na pluralidade de opções.

·         A comunhão paroquial com fieis que só interagem com esses meios.

·         Podem prejudicar os vínculos associativos comunitários, doações etc.

 

6.13. Sair em missão

 

·         Há muitos católicos não evangelizados e com fraca identidade cristã.

·         Além disto, pouca pertença eclesial e buscam outras igrejas.

·         Não querem deixar a Igreja, mas querem fazer encontro com Deus.

·         É urgente buscar os que se afastaram da comunidade sem formação.

·         Aproveitar os momentos de preparação para os sacramentos.

·         Ter um olhar menos julgador e melhor acolhedor nesses momentos.

 

6.14. Breve conclusão

 

·         Transformar a paróquia em comunidade de comunidades através:

·         Formar pequenas comunidades com base na Palavra e na Eucaristia.

·         Formar Conselhos de Pastoral e Econômico com participação leiga.

·         Valorizar o laicato, dando boa formação e despertar novos ministérios.

·         Acolher a todos com caridade, fazendo opção preferencial pelos pobres.

·         Paróquia ser centro de irradiação e animação da fé e da espiritualidade.

·         Dar atenção aos condomínios e conjuntos residenciais populares.

·         Ter comunhão com a diocese, usar a mídia e ser Igreja em saída.

 

Conclusão

 

·         Novos contextos e oportunidades para assumir o discipulado e missão.

·         Superar burocracia, desânimo e ser comunidade viva, serviçal e aberta.

·         A conversão seja radical, tanto de indivíduos como de comunidades.

·         Gerar comunidades não ficando preso à territorialidade física.

·         Ser também não territorial, ambiental, ou opcional por afinidade.

·         A novidade será missionária com novo tipo de relacionamentos na fé.

·         Ocupar tempo, interesse e recursos com as pessoas e não só projeto.

·         Não ficar apenas em atividades e tarefas, mas gratuidade, amizade.

·         O modelo programático do “fazer” seja paradigmático do “ser cristão”.

·         Com a Missão Continental programar renovação paroquial no Brasil.

·         As novas paróquias devem facilitar que o povo encontre Água Viva.

·         São João XXIII: a paróquia é fonte da aldeia que sacia a sede de todos.

·         Confiar à Virgem Maria, Senhora Aparecida, o empenho de renovação.

·         Que o Espírito ilumine e conduza os passos da renovação paroquial.

·         A conversão paroquial depende de renovação espiritual e pastoral.

·         Tudo isto vem provocar e expressar a sonhada nova evangelização.

 

Síntese feita por

Dom Paulo Mendes Peixoto

Uberaba, MG.

 

 

 

 

 

 

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