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Frei Almir Ribeiro Guimarães - Aqueles de nós que já se foram

Por: Família Missionária

Olá, meus amigos! Estamos vivendo os dias de novembro. Ao mesmo tempo vamos chegando ao fim do ano da liturgia. Tudo passa, passa muito rapidamente. Novembro é esse mês do ano que nos faz recordar dos nossos entes queridos que já se foram. É o mês dos finados, dos que findaram seus dias, dos que largaram nossas mãos e chegaram ao termo da grande viagem da vida. Mês de novembro em que nossos jardins e as alamedas das beiradas dos rios ficam cobertos de agapantos brancos e azuis.

Nossas famílias conhecem a realidade da morte de alguns de seus membros.  Há essa morte serena e suave, esperada, mas sempre dolorida de um avô ou de uma avó que muito amamos.  Os membros de uma família acompanham seus últimos momentos,  experimentam um sentimento de ação de graças por sua vida, mas ao mesmo tempo, sofrem quando levam seu corpo á sepultura e quando precisam separar seus pertences depois que tudo terminou.  Há essa tristeza suave mas  normal.   Há saudade misturada com suave alegria.

         Há certas mortes em família mais doidas e mais doloridas.  Pensamos aqui num esposo morto  violentamente quando, de bicicleta,  foi arrebatado por um motorista alcoolizado,  na criança com doença  grave que não pode ser atendida nos hospitais,  nesses que morrem por terem reagido a um assalto.  Todos sofremos com a morte inesperada  desses entes queridos  ceifados antes do tempo.  Tais mortes podem fazer nascer no coração de muitos um sentimento de profunda revolta.  Há mesmo aqueles perguntam, como o homem dos salmos:  “Senhor, onde estais?  Por que permitistes isso?”  Os cristãos, sabemos todos, mesmo no coração de tantas interrogações e questionamentos  olham para a vida que vem na passagem derradeira.  Olham sempre para Jesus que, no coração de sua  idade adulta, morreu e matou a morte definitivamente.

         Nesse mês de novembro, de modo especial, na proximidade dos  finados temos o costume de ir ao cemitério... Lá não encontramos mais  nossos entes queridos, mas seus restos, a lembrança do lugar onde colocamos seu corpo, onde colocamos o grão de trigo que deveria morrer.  Rezamos por eles.  Participamos da missa  e com a tradição antiquíssima de nossa Igreja rezamos pelos mortos.  Pedimos que o Senhor Deus, pela força da oferenda de Jesus renovada em cada celebração eucarística, leve para a glória nossos entes queridos que já se foram.

         Fica a saudade, a gratidão por suas vidas,  a lembrança dos momentos vividos juntos.  Novembro é mês de saudade,  mês dos agapantos brancos e azuis que enfeitam nossos jardins. Sabemos muito bem:  nossa vida está escondida em Cristo Jesus,  quer vivamos quer morramos somos de Cristo.  Francisco de Assis saudou a chegada da morte como a vinda de uma irmã.

         Grato pela sua delicada atenção e tudo de bom.

 

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