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É NECESSARIO TEMPO PARA O NATURAL EXERCÍCIO DA ALEGRIA DO AFETO - FREI ALMIR RIBEIRO GUIMARAES

Por: Família Missionária

Olá, meus amigos! Lya Luft, escritora gaúcha, escreve frequentemente, e com muita propriedade sobre temas da família.  Em seu livro  Perdas e Ganhos, ela  declara: Abre aspas: “Se viver sozinho já é duro, viver em família pode ser onerado e oneroso. Sofremos com a precariedade dos laços amorosos. Sofremos com falta de dinheiro e tempo.  Sofremos  com  a necessidade de suprir  cada vez mais os mandatos do consumo. Sofremos com o pouco espaço para  o diálogo, ternura, solidariedade dentro da própria casa. Principalmente não temos mais tempo para o natural exercício da alegria do afeto”. Fecha as aspas. 

Os que se dispõem a constituir um família são pessoas que buscam viver laços amorosos estreitos... Não tecidos de sentimentalismo vazio e cor- de rosa, mas de uma decisão firme de bem querer, custe o que custar.  E não poucas vezes no casal e na família os laços amorosos são precários. Há fechamentos, há magoas,  há  impossibilidade de comunicação, há a dificuldade de exprimir o que se passa no interior da pessoa.  Come-se depressa, não tem se tem tempo para um olhar mais demorado, para colocar a mão na mão do outro,  prestar um pouco mais atenção no sorriso escasso ou na ausência de brilho no  seu rosto.  Alegamos que precisamos  trabalhar muito  para poder fazer sair férias,  ter uma casa melhor, comprar um novo aparelho de televisão.  Não há tempo a perder com coisas que não rendem, que não dão lucro.  Há pouco espaço para a solidariedade dentro de casa.  Há pessoas que se sobrecarregam das tarefas e outras vivem na indiferença e, de repente, o viver em família se torna  pesado e duro. 

Lya Luft  da falta de disponibilidade  para o exercício do carinho e do afeto: levar uma rosa e um bom-bom para a avó cansada e que vive sozinha,  pegar a mulher  e caminhar pela alegria de caminhar juntos,  escutar as histórias e aventuras dos filhos...na semana que passou..  Arrancar carinhosamente de suas entranhas,sem forçar, aquilo que eles precisam dizer para se sentirem pessoas amadas e queridas...  Não temos tempo ou disponibilidade para o natural exercício da alegria do afeto. 

Pela sua delicada companhia, muito grato, e tudo de bom.


 

 

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