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A comunhão que deve crescer - Pe. Paulo Gozzi,SSS

Por: Família Missionária

O movimento ecumênico moderno já estava com mais de 50 anos quando a Igreja Católica decidiu entrar oficialmente nele. O marco é a manhã do dia 25 de janeiro de 1959, quando João XXIII manifestou o desejo de convocar um Concílio Ecumênico para renovar a Igreja e estender as mãos aos cristãos de outras Igrejas, convidando-os a caminhar juntos em direção ao ideal de Comunhão entre todos os seguidores do Senhor Jesus Cristo. Esse bem-aventurado papa tomou todas as providências necessárias: Criou um secretariado especial e convidou todos os líderes cristãos a participar do Concílio.

A caminhada começou e nunca mais parou! Antes, os outros cristãos eram ignorados e até acusados de terem saído da Igreja por própria culpa e, se quisessem salvar-se, deveriam “voltar” para dentro de nossa Igreja. Após uma profunda e humilde reflexão, nossos bispos descobriram que não é assim tão simples: Voltar! Perceberam que comunhão não é apenas ter um governo unido, entrosado e estruturado numa hierarquia piramidal. Dizia-se que um cristão somente estava em comunhão na Igreja e pertencia a ela se estivesse ligado e submisso à autoridade do Bispo de Roma, o Papa. Comunhão é bem mais ampla e possui várias dimensões além da estrutura hierárquica.

O Concílio definiu que: “Aqueles que foram batizados e acreditam em Cristo estão em comunhão com a Igreja Católica, embora essa comunhão não seja perfeita” (UR, 3). Assim, a comunhão pode ser incompleta ou integral... Mesmo assim é sempre comunhão! Então, como avançar e crescer a partir da comunhão incompleta que já temos para uma comunhão total? É esta a meta do movimento ecumênico. Comunhão (communio, em latim e koinonia, em grego) significa partilha de bens, participação nas coisas que um grupo possui e que pertence a todos.

A primeira comunhão é a comunhão no único batismo e a segunda é a fé no mesmo Cristo. Estamos crescendo na comunhão à medida que vamos descobrindo tantos elementos que possuímos em comum. Ao mesmo tempo notamos lacunas, ausência de elementos que foram esquecidos ou deixados de lado, quando muitos começaram a fazer reformas dentro da Igreja, necessárias, porém, precipitadas, sem a concordância de todos. Essas reformas eram feitas na base da contestação, confronto e desafio, especialmente com as autoridades da Igreja, misturando-se forças políticas, sociais, econômicas e até militares. A caridade fraterna e a importância da comunhão foram totalmente esquecidas.

O prejuízo para a comunhão integral foi incalculável. A autoridade estabeleceu quem devia mandar mais, doutrinas teológicas foram reformuladas arbitrariamente, práticas tradicionais foram abolidas, cada grupo fechou-se e isolou-se dos demais. O estrago estava feito!

 

 

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