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Servo dos Servos de Deus - Pe. Paulo Gozzi,SSS

Por: Família Missionária

São Gregório Magno, bispo de Roma entre os anos 590 e 604, escrevendo a respeito de sua atividade na Igreja, chamou a si mesmo de “Servo dos Servos de Deus”. Essa bela expressão é um dos títulos do papa até hoje. A carta de João Paulo II que estamos estudando demonstra que o Senhor Jesus quer que aquele que dirige a Igreja em seu nome nunca deixe de se sentir o último de todos. Como Jesus, o líder não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos... Jesus deu ao apóstolo Pedro uma tarefa especial: a de manter unido todo o grupo dos Apóstolos e de falar em nome deles. E o bispo da cidade onde Pedro deu o seu sangue por Cristo, assumiu essa mesma tarefa.

Ao contrário dos líderes políticos do mundo, que mandam e desmandam, oprimem o povo e abusam de seu poder, os que têm autoridade na Igreja devem ser ministros, isto é, servos da comunidade. O Senhor Jesus já dizia que no mundo funciona deste jeito: Os líderes pisam no povo. Mas entre os seus discípulos não pode ser assim: O primeiro seja o último e o servo de todos! O poder da autoridade eclesial jamais se separa do ministério. Entre nós o chefe é servo! E se o chefe começar a imitar os líderes do mundo, vai entrar em contradição com o Evangelho e estará desobedecendo a ordem do Senhor. Um dos motivos da divisão entre cristãos no passado está justamente no modo como o papa agia.

Nós e nossos irmãos não-católicos temos muito viva na memória a triste e dolorosa recordação de atitudes prepotentes e arbitrárias, que visavam interesses políticos e pessoais. Por isso, de novo, o papa implora o perdão dos irmãos. Continuamos hoje, depois de todas as reformas da Igreja que o Concílio protagonizou, a ter consciência e convicção da importância desse serviço especial que o papa deve realizar perante os outros bispos do mundo, dando continuidade ao ministério petrino, aquele serviço que Pedro realizou perante os outros Apóstolos. O papa não está acima dos bispos, mas à frente, para ser sinal e garantia daquela unidade visível que deve existir entre todos os seguidores de Cristo.

A esse respeito o documento conciliar sobre a Igreja diz que Jesus fundou a Igreja “enviando os Apóstolos, assim como ele mesmo fora enviado pelo Pai”. E “para que o próprio Episcopado fosse uno e indiviso prepôs aos demais Apóstolos o bem-aventurado Pedro e nele instituiu o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade de fé e comunhão” (Lumen Gentium 18). O verbo foi muito bem escolhido. Jesus não sobrepôs e nem impôs, mas prepôs, isto é, colocou Pedro à frente dos Apóstolos. Na verdade, os ministros ordenados são apenas três: diáconos, presbíteros e bispos. O resto são títulos que indicam tarefas adicionais. Nossa Igreja foi a única que conservou o ministério petrino (UUS 88).

 

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